HUANA realiza mais uma Captação de Órgãos

HUANA realiza mais uma Captação de Órgãos

A doação de órgãos é um ato de amor pelo próximo. Existe uma fila grande de espera para receber um órgão. Por isso, quando uma família é doadora e resolve fazer esse gesto, é motivo de muita gratidão.

A negativa familiar é o principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos – ABTO, 47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral.

No último mês o HUANA fez mais captação de órgãos. Foi um paciente de 73 anos que doou os rins e foi para um receptor de Goiânia. Gesto lindo da família que irá ajudar e salvar a vida de um desconhecido.

Conversem com seus familiares, seja um doador de órgãos. Salve vidas!

Saiba mais sobre a Doação de Órgãos:

  1. O que preciso fazer para ser doador de órgãos?
    Para ser doador, no Brasil, você não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção de doador de órgãos em qualquer documento pessoal, mas isso não é mais necessário. Basta você conversar com sua família sobre seu desejo de ser doador. A doação de órgãos só acontecerá após a autorização da família.
  2. Quais os tipos de doadores que existem?
    Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde e seja compatível com a pessoa que vai receber o órgão. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau (pais, filhos, irmãos, avós, netos, tios e primos), além dos cônjuges, podem ser doadores em vida. Para os não parentes, somente com autorização judicial.
    Doador falecido: são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano graves ou AVC (derrame cerebral) extenso. Podem doar órgãos e tecidos, com autorização de parente até 2º grau, sendo grande o número de doadores em morte encefálica cujas doações não acontecem e, consequentemente, muitas pessoas deixam de ser contempladas com tão importante procedimento.
  3. Quais os órgãos e tecidos que podem ser obtidos de um doador falecido?
    Órgãos: coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino e rins.Tecidos: córneas, vasos sanguíneos, ossos, tendões, pele, medula óssea e válvulas cardíacas. Portanto, um único doador pode salvar ou melhorar muitas vidas. A retirada dos órgãos e tecidos se realiza em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.
  4. Para quem vão os órgãos?
    Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em fila única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes. Quem irá recebê-los depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas, maior ou menor urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor.
  5. Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?
    Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um médico. Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.
  6. Após a doação o corpo do doador fica deformado?
    Não. O processo de retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, restando apenas a incisão. O doador poderá ser velado normalmente.

Fonte: Central Estadual de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás (CNCDO-GO)